Tentarei não falar de hardcore aqui nesse blog. Jah me ajude.











sábado, 18 de dezembro de 2010

The end? Not forever!

Acabou. Essa foi a última palavra. Fim, término, não restou nada.. Só o silêncio, o tal silêncio que angustia muito mais que milhares de palavras. Silêncio que foi rompido com aquele: fica bem, tá? Bem.. O que seria ficar bem? Esquecer todos os planos, sonhos, planos, promessas? Entender que foi tudo em vão? Não, eu não ficaria bem. Corri para o litoral. Lá era o único lugar capaz de curar aquela dor. Acordei no meio da viagem com essa tempestade de pensamentos em minha cabeça. Olhei pela janela do ônibus e vi que o céu estava lindo. Foi estranho pra mim ver que tudo lá fora estava normal, perceber que o tempo não parou pra que eu pudesse me recompor. Abri a janela. Aquele vento tocou meu rosto com tanta leveza que meu coração ficou pesado, com aquele peso que a gente sente quando sabe que ele está cheio de feridas que não cicatrizam. Aquele vento que tocava meu rosto me lembrando que o tempo ia com ele, e que eu continuava ali, parada, sofrida, machucada. De repente aquela lembrança me vem à cabeça. Noite de céu estrelado, nós sentados em um banco de praça, a lua a nos vigiar, e aquela frase, primeira frase, “eu te amo”. Amar.. Como aquele verbo tão lindo, tão glorificado, tão falado e sonhado poderia doer tanto, e tanto, e tanto? Quantas dúvidas.. E o vento tocando o meu rosto. Olhei para o lado e percebi que ali estava uma menininha, 14 anos acho, e ela contemplava uma foto de um garoto. De repente beijou-a e apertou-a contra o coração. “Irmão?”, perguntei. “Namorado”, respondeu. Sorri, e senti vontade de falar pra ela que aquilo não valeria a pena, que ela acabaria só, triste e ferida como eu, que no fim tudo desabaria, que nada seria como planejavam. Me contive. Não possuía o direito de acabar com a felicidade de outra pessoa, tão jovem. Ela merecia curar suas próprias cicatrizes. Tornei a olhar o céu. Daquele local dava pra avistar bem a lua. Ela estava linda, aquele tipo de dia que ela chega a ficar amarelada, perfeita. Uma lágrima rolou pelo meu rosto, e aquele nó fechou a minha garganta. “Será que ele está vendo ela?”, pensei com os olhos cintilando de carinho. “Não”, respondeu minha razão grosseiramente. Me veio a cabeça aquela ultima frase: fica bem, ta? Não, eu não estava bem, mas sabia que algum dia ia ficar. Aquilo também iria passar

Isso passa, relaxa


Um dia, talvez, não vou me importar de ser tão boba. De rir na hora errada. De não saber usar salto alto. De rir pelo nariz. De não saber dançar. De saber dizer e não saber o que quero dizer. De fingir que sei. De me sentir desconfortável na minha própria pele. Como se alguém fosse descobrir a minha farsa a qualquer momento.

De sentir demais, de querer demais, de me perder na ânsia de não perder nada. De tentar tanto ser tudo e, no fim, sentir que nada está certo. E que é hora de começar de novo, mais uma vez. De não saber qual é o meu caminho. De duvidar dessa história toda de destino. De me perguntar como é que as pessoas conseguem ir tão longe na vida assim, à cegas? Como elas parecem tão confiantes em tudo o que fazem?

Elas não sabem que tudo pode dar errado?Será que só eu sinto que sigo tropeçando no escuro?Porque, às vezes, eu quero mesmo é me esconder. De medo. De dúvida. De olhar pra frente, e olhar pra trás, e perceber que tudo ainda é tão confuso quanto costumava ser. E que o único controle que você tem sobre a sua vida é criar uma ficção pra ela. E torcer e tentar fazer ela virar realidade.Penso muito em tudo isso. Mas quanto mais eu penso, mais dúvidas eu tenho. E nenhuma solução.Eu sou, eu sou, eu sou. Sou?