Tentarei não falar de hardcore aqui nesse blog. Jah me ajude.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
The end? Not forever!
Acabou. Essa foi a última palavra. Fim, término, não restou nada.. Só o silêncio, o tal silêncio que angustia muito mais que milhares de palavras. Silêncio que foi rompido com aquele: fica bem, tá? Bem.. O que seria ficar bem? Esquecer todos os planos, sonhos, planos, promessas? Entender que foi tudo em vão? Não, eu não ficaria bem. Corri para o litoral. Lá era o único lugar capaz de curar aquela dor. Acordei no meio da viagem com essa tempestade de pensamentos em minha cabeça. Olhei pela janela do ônibus e vi que o céu estava lindo. Foi estranho pra mim ver que tudo lá fora estava normal, perceber que o tempo não parou pra que eu pudesse me recompor. Abri a janela. Aquele vento tocou meu rosto com tanta leveza que meu coração ficou pesado, com aquele peso que a gente sente quando sabe que ele está cheio de feridas que não cicatrizam. Aquele vento que tocava meu rosto me lembrando que o tempo ia com ele, e que eu continuava ali, parada, sofrida, machucada. De repente aquela lembrança me vem à cabeça. Noite de céu estrelado, nós sentados em um banco de praça, a lua a nos vigiar, e aquela frase, primeira frase, “eu te amo”. Amar.. Como aquele verbo tão lindo, tão glorificado, tão falado e sonhado poderia doer tanto, e tanto, e tanto? Quantas dúvidas.. E o vento tocando o meu rosto. Olhei para o lado e percebi que ali estava uma menininha, 14 anos acho, e ela contemplava uma foto de um garoto. De repente beijou-a e apertou-a contra o coração. “Irmão?”, perguntei. “Namorado”, respondeu. Sorri, e senti vontade de falar pra ela que aquilo não valeria a pena, que ela acabaria só, triste e ferida como eu, que no fim tudo desabaria, que nada seria como planejavam. Me contive. Não possuía o direito de acabar com a felicidade de outra pessoa, tão jovem. Ela merecia curar suas próprias cicatrizes. Tornei a olhar o céu. Daquele local dava pra avistar bem a lua. Ela estava linda, aquele tipo de dia que ela chega a ficar amarelada, perfeita. Uma lágrima rolou pelo meu rosto, e aquele nó fechou a minha garganta. “Será que ele está vendo ela?”, pensei com os olhos cintilando de carinho. “Não”, respondeu minha razão grosseiramente. Me veio a cabeça aquela ultima frase: fica bem, ta? Não, eu não estava bem, mas sabia que algum dia ia ficar. Aquilo também iria passar
Isso passa, relaxa
Um dia, talvez, não vou me importar de ser tão boba. De rir na hora errada. De não saber usar salto alto. De rir pelo nariz. De não saber dançar. De saber dizer e não saber o que quero dizer. De fingir que sei. De me sentir desconfortável na minha própria pele. Como se alguém fosse descobrir a minha farsa a qualquer momento.
De sentir demais, de querer demais, de me perder na ânsia de não perder nada. De tentar tanto ser tudo e, no fim, sentir que nada está certo. E que é hora de começar de novo, mais uma vez. De não saber qual é o meu caminho. De duvidar dessa história toda de destino. De me perguntar como é que as pessoas conseguem ir tão longe na vida assim, à cegas? Como elas parecem tão confiantes em tudo o que fazem?
Elas não sabem que tudo pode dar errado?Será que só eu sinto que sigo tropeçando no escuro?Porque, às vezes, eu quero mesmo é me esconder. De medo. De dúvida. De olhar pra frente, e olhar pra trás, e perceber que tudo ainda é tão confuso quanto costumava ser. E que o único controle que você tem sobre a sua vida é criar uma ficção pra ela. E torcer e tentar fazer ela virar realidade.Penso muito em tudo isso. Mas quanto mais eu penso, mais dúvidas eu tenho. E nenhuma solução.Eu sou, eu sou, eu sou. Sou?
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Colagens de Marek Haiduk
A arte da colagem é uma forma eficaz de comunicação não-verbal e esteticamente curiosa. Marek Haiduk, ilustrador e designer gráfico, cria colagens, a maioria digitais, com referências e temas facilmente identificáveis e comuns a todos nós - a infância, a evolução, a tecnologia, a ciência, a solidão...
Um tanto de idéias juntas, recortes de livros, jornais, revistas. Fotografias, efeitos, formas, traçados. Um tumulto conceitual. A arte da colagem é genuinamente expressiva, pois manifesta diretamente as influências do artista. A colagem é a composição, por vezes não lógica, de simbologias e referências. Como uma particular visão de mundo.
O trabalho do alemão Marek Haiduk é intrigante. Observando alguns outros ilustradores, não me senti tão interessada quanto me senti em relação aos trabalhos de Marek. Muitos artistas que criam essas colagens seguem, quase que em ritual, alguns padrões estéticos, não ultrapassam o limiar do que é visualmente óbvio.
Mas Marek vai além. O que me encantou em suas colagens é que são imprevisíveis. As imagens parecem vir diretamente do subconsciente do artista, apontado-nos todas as suas vozes. Percebe-se, pelo conteúdo, uma teoria, uma filosofia, uma opinião, um ideal. São conversas a serem travadas conosco, fazendo de seus trabalhos objetos muito mais comunicativos do que esteticamente atrativos, como acontece com tantos outros ilustradores.
O trabalho do alemão Marek Haiduk é intrigante. Observando alguns outros ilustradores, não me senti tão interessada quanto me senti em relação aos trabalhos de Marek. Muitos artistas que criam essas colagens seguem, quase que em ritual, alguns padrões estéticos, não ultrapassam o limiar do que é visualmente óbvio.
Mas Marek vai além. O que me encantou em suas colagens é que são imprevisíveis. As imagens parecem vir diretamente do subconsciente do artista, apontado-nos todas as suas vozes. Percebe-se, pelo conteúdo, uma teoria, uma filosofia, uma opinião, um ideal. São conversas a serem travadas conosco, fazendo de seus trabalhos objetos muito mais comunicativos do que esteticamente atrativos, como acontece com tantos outros ilustradores.
Marek geralmente faz trabalhos encomendados por revistas e jornais - por exemplo, ilustrações em editoriais. Além disso cria inúmeras imagens-conceito, por si mesmo, aperfeiçoando suas técnicas.
O artista, apaixonado por colagens, teve seu primeiro contato com a arte enquanto folheava jornais velhos. Um dia encontrou uma foto muito antiga que o fascinou de alguma maneira. Procurou outra foto que se encaixasse na proposta da primeira foto, tentando encontrar algum tema que pudesse suportar ambas. Foi então que começou a se interessar por ilustrações.
A maior parte de seu trabalho é feita digitalmente. Às vezes, utiliza processos convencionais, como digitalizar uma tela de pintura ou uma colagem feita à mão, adicionando-os em suas criações.
Tudo pode inspirá-lo sem mesmo ele perceber. Marek afirma que é muito difícil falar sobre inspiração e considera que tudo o pode remeter a algum momento, uma cena de filme ou uma fotografia que, conseqüentemente, irá levá-lo a criar.
Seu trabalho não contém um tema específico. No entanto, Marek gosta de brincar com o tempo, misturando referências ao passado, presente e futuro em suas colagens. E isso pode ser facilmente observado na criação que faz de diálogos entre épocas distintas, por meio de imagens e conceitos antigos.
Algumas colagens de Marek possuem um tom irônico, outras são quase românticas. Mas em todas se observa firmes referenciais - um pouco de sua própria história, um pouco de como enxerga o mundo - e sua arte toma um contorno tão expressivo quanto uma colcha de retalhos, feita de fragmentos individuais.
Atualmente, o artista vive em Viena, Áustria.
Algumas colagens de Marek possuem um tom irônico, outras são quase românticas. Mas em todas se observa firmes referenciais - um pouco de sua própria história, um pouco de como enxerga o mundo - e sua arte toma um contorno tão expressivo quanto uma colcha de retalhos, feita de fragmentos individuais.
Atualmente, o artista vive em Viena, Áustria.
Marek me inspira demais.
Achando suas coisas.
Andei perdendo muitas coisas esses dias, coisas sem importâncias, outras sem sentido, adiante sem coerência e logo ali na esquina, coisas que vão me fazer muita falta. Infelizmente não sou dona do curso da vida (se fosse estragaria tudo) e não posso tomar as rédeas da situação, se pudesse tentaria reverter minhas percas brutas. Mas confesso que esta sendo melhor assim, vou me tornar um ser humano mais capaz e talvez mais amável e com um caráter mais elevado. E além do que, quando perdermos, sempre encontramos algo melhor então: Que se percam tudo, que se dane o mundo, que acabe a vida. Eu serei feliz do mesmo jeito!.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
O homem e o médico
Mulheres são treinadas desde a adolescência para freqüentar um consultório médico. Começam com o ginecologista, a primeira consulta, e seguem vida afora com os preventivos obrigatórios – primeiro anuais, depois semestrais -, depois com o rastreamento das mamas, o dermatologista, profissional que a própria adolescente costuma requisitar à mãe, ainda mais hoje com essa moda de depilação a laser, fora o eterno combate à celulite, iniciado em idades muito incipientes.
Aí tem a nutricionista – profissionais amigos dizem que as adolescentes acima e abaixo (!!) do peso são freqüentes, já os adolescentes… Um dia chega a visita ao médico das varizes, da vista, afinal, um óculos pode até acrescentar certo charme.
Fora o monte de exames que fazemos antes e durante uma gravidez. E a gente passa assim, a vida inteira, de consultório em consultório, esmiuçando nossa saúde e cuidando da vaidade.
Analisemos os homens agora:
Adiam ao máximo a ida ao urologista para o “aterrorizante” (atenção: isso é um deboche) exame de próstata, que deveria ser feito aos 40 anos, mas já tem um monte de gente – do sexo masculino, claro – pronta a questionar se essa é a idade ideal mesmo, se não é mais tarde…
Consultam um dermatologista porque já tem dois anos que aquela pinta não pára de coçar.
Vão a ortopedistas, é verdade, provavelmente porque quebraram uma perna e não porque o joelho dói há cinco anos.
Vão ao dentista quando a obturação cai ou o próprio dente mesmo.
Check-up? Quando a empresa lembra ele que já está na hora…
Preventivo? Não têm como fazer.
Mamografia? Tampouco são obrigados, apesar de haver casos raros de câncer de mama em homem também.
Varizes? Sim, eles têm, mas ganha um doce quem encontrar um senhor entre aquele monte de senhorinhas nas salas de espera dos angiologistas.
Homeopatas: quando dão uma chance a essa vertente da medicina, vão arrastados pelas mulheres, mas não seguem o tratamento depois.
Agora aos dados que sustentam as observações propositadamente exageradas acima:
Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde junto a 250 especialistas – médicos, antropólogos e psicólogos – mostrou que os homens não costumam freqüentar os consultórios por conta de três barreiras principais: cultural, institucionais e médicas. Para se ter uma idéia, a cada oito consultas ginecológicas no SUS, acontece apenas uma urológica.
Alerta: ter medo de médico é perigoso para a saúde.
Aí tem a nutricionista – profissionais amigos dizem que as adolescentes acima e abaixo (!!) do peso são freqüentes, já os adolescentes… Um dia chega a visita ao médico das varizes, da vista, afinal, um óculos pode até acrescentar certo charme.
Fora o monte de exames que fazemos antes e durante uma gravidez. E a gente passa assim, a vida inteira, de consultório em consultório, esmiuçando nossa saúde e cuidando da vaidade.
Analisemos os homens agora:
Adiam ao máximo a ida ao urologista para o “aterrorizante” (atenção: isso é um deboche) exame de próstata, que deveria ser feito aos 40 anos, mas já tem um monte de gente – do sexo masculino, claro – pronta a questionar se essa é a idade ideal mesmo, se não é mais tarde…
Consultam um dermatologista porque já tem dois anos que aquela pinta não pára de coçar.
Vão a ortopedistas, é verdade, provavelmente porque quebraram uma perna e não porque o joelho dói há cinco anos.
Vão ao dentista quando a obturação cai ou o próprio dente mesmo.
Check-up? Quando a empresa lembra ele que já está na hora…
Preventivo? Não têm como fazer.
Mamografia? Tampouco são obrigados, apesar de haver casos raros de câncer de mama em homem também.
Varizes? Sim, eles têm, mas ganha um doce quem encontrar um senhor entre aquele monte de senhorinhas nas salas de espera dos angiologistas.
Homeopatas: quando dão uma chance a essa vertente da medicina, vão arrastados pelas mulheres, mas não seguem o tratamento depois.
Agora aos dados que sustentam as observações propositadamente exageradas acima:
Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde junto a 250 especialistas – médicos, antropólogos e psicólogos – mostrou que os homens não costumam freqüentar os consultórios por conta de três barreiras principais: cultural, institucionais e médicas. Para se ter uma idéia, a cada oito consultas ginecológicas no SUS, acontece apenas uma urológica.
Alerta: ter medo de médico é perigoso para a saúde.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A árvore do Ténéré
A árvore do Ténéré era uma solitária acácia já considerada a árvore mais isolada do mundo — a única em um raio de mais de 200 km. Era um marco para as caravanas que atravessavam o Ténéré, região do deserto do Saara no nordeste da Nigéria.
Essa acácia era a última sobrevivente de um grupo de árvores que vicejavam quando o deserto era menos seco. A árvore permaneceu solitária por décadas: um poço aberto perto dela no inverno de 1938-1939 mostrou que suas raízes buscavam água a trinta e cinco metros de profundidade.
Quando viu a árvore em 1939, o comandante Aliado Michael Lesourd escreveu como:
“Alguém deve ver a árvore para acreditar em sua existência. Qual é seu segredo? Como ela ainda vive, apesar da quantidade de camelos que pernoitam ao seu redor? Por quê os numerosos tuaregs das caravanas de sal não cortam seus ramos para fazerem fogueiras para aquecer seu chá? A única resposta é que essa árvore é considerada tabu pelos caravaneiros. Há uma espécie de superstição, um arranjo tribal que é sempre respeitado. Todo ano os azalai acampam perto da árvore durante a travessia do Ténéré. A acácia se tornou um farol vivo, o primeiro ou último marco para os que deixavam ou retornavam a Agadez para irem a Birma.”
A árvore foi derrubada por um motorista de caminhão bêbado em 1973. Não foi a única colisão de um veículo com a árvore, mas foi a última. Os restos da árvore morta foram depositados no Museu Nacional da Nigéria e uma escultura de metal foi colocada no local original. Maldito bêbado.
Á mil
Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão,
as coisas definidas como mais ou menos,
um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador,
é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados,
e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo.
O que não me faz mover um músculo,
o que não me faz estremecer, suar,
desatinar, não merece fazer parte da minha biografia.
Bom pelo menos para mim.
as coisas definidas como mais ou menos,
um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador,
é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados,
e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo.
O que não me faz mover um músculo,
o que não me faz estremecer, suar,
desatinar, não merece fazer parte da minha biografia.
Bom pelo menos para mim.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Madeira forte
![]() |
Eu sou igual a este palito
as vezes aqueço
as vezes esfrio
as vezes apago
outras faleço.
Eu sou igual a este palito
aceso causa estrago
queima,arde,dói
incomoda e destrói.
Eu sou igual a este palito
Pequeno e frágil
Mas se tocado, faz ferida e deixa cicatriz.
Tome cuidado comigo
Porque sou igual a este palito.
P.S : Jamais terei minha cadeira na academia de letras depois deste poeminha esdrúxulo.
Um novo ser vem ai
Eu quero que venha com luz, paz e amor
Quero que chegue como um príncipe e se crie rei.
Quero que chegue como um príncipe e se crie rei.
Quero se seja o mais belo dos homens.
Que respeite e seja respeitado
Que encante quem te olhe e seja encantado.
Que influencie para o bem e que seja recíproco.
Amo-te mesmo antes de pousares como um anjo nesta terra infeliz.
Vais trazer a ela toda a felicidade que eu sei.
Já te sinto como se estivesse em meus braços, pequena criança.
Como te amo!
Já és bem vindo.
Te espero desde já,meu menino.
Parabéns para a minha querida irmã Eula, mamãe do meu bem amado Eduardo.
Dois lados
meu corpo
meu ser
minha pele preta
minha vontade
minha visão de mundo
Meu canto sombrio.
Uma voz seca e áspera cheia de emoções fortes.
Tem uma menina má, que não sente que não quer sentir.
Tem medo de repteis, mas se mete a conhecê-los.
Tem a invocada morena
que fala, briga e se irrita, quando quer fazer.
Do outro lado tem várias almas querendo companhia da minha.
Tem um girassol amarelo mostarda
uma foto do bob Marley pendurada na janela.
Tem um pouco de felicidade guardada
tem um coração de pedra
tem queijos e margarinas
tem um bem, um mal e um indefinido
Tem eu, não tem você.
tem queijos e margarinas
tem um bem, um mal e um indefinido
Tem eu, não tem você.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Vem cá apanhar
Ontem passei por um stress que me fez pensar em algumas coisas e logo vomitá-las aqui como se fossem um algo mal digerido dentro de mim. Presenciei uma briguinha chata e me senti acuada por não ter feito muita coisa para evitar aquela falação cheia de fagulhas de raiva. O motivo? Bom o mais fútil possível, e como sempre brigas, mortes e violência sempre são geradas por motivos mínimos e sem sentido, algo que deveria ser relevado e evitado, é elevado ao mais alto cume da estupidez humana, partindo assim para uma agressão física e moral o que aos meus olhos é uma estupidez sem tamanho.
Uns querem mostrar que são fortes o suficiente para “saírem no braço” com belos músculos criados em academias com anabolizantes, outros, por outro lado, tentam mostrar que as palavras sujas, grossas e de baixo tom vão resolver tudo ali naquela hora e ainda são capazes de dizer: ”não que isso, sou contra violência”, mas e a violência moral?.Essa talvez seja até pior que a física, pois ficará atracada ao porto da mente do ser ferido em questão, o deixará mal, depressivo, incapaz de raciocinar ou até mesmo de se reagrupar outra vez. Acho esse tipo de violência pior do que todas e juntas são o caos do mundo.
Já diziam os inteligentes “Violência só gera violência”, e quem disse que os que se dizem inteligentes e contra violência escutam essa linda verdade? Só querem mostrar para o mundo que estão aptos para resolver tudo ali, na hora a ponta pés porque passaram a noite toda no ringue do boxe treinando para esse dia. Uma conversa amigável resolveria tudo, porém difícil é se manter frio com alguém rosnando coisas horríveis pra você e como o ser humano é capaz de matar pelo ódio, nunca, nunquinha mesmo ele vai deixar seu ego ser ferido por outro Mike Taison, então em seguida vem a seqüência de socos e pontapés, tapas na cara e mordidas na orelha tudo regrado com muito sangue e um certo fulgor no olhar por estar “ganhando a luta”.
Obviamente meus queridos que somos seres humanos programados para errar e acertar, não fomos feitos de aço e se assim fossemos formados a vida perderia a graça. Porém a força que merecemos ter não é a da violência gratuita e sem sentido, porque ao invés de querer se vingar do mundo porque você quebrou o ovo errado e caiu fora da frigideira, você não pega outro e tenta outra vez, com calma respirando fundo? È Simples.Pode ter certeza que no fim você comerá um delicioso ovo feitinho com cebola e com uma pitada de paciência. Uns dizem: O que seria do amor se o ódio? Posso responder? – Seria lindo e perfeito. Uma feliz condição, condição esta que é impossível para a vida deste planeta. Bom ficarei aqui no meu canto refletindo sobre tudo isso, e se esse meu texto sem muita concordância verbal te pareceu bom, reflita também.
Quer brigar com alguém hoje? Aproveite que o céu está lindo, que temos açai na geladeira e que vai fazer um dia perfeito, arranque a orelha de quem você odeia e seja feliz.
Babaca!
Etiqueta : Como quebrar um copo
Se você é incapaz do imensurável prazer que é estilhaçar um copo na parede, seja por ser muito observado, educado ou tímido — não importa ―, basta seguir o seguinte protocolo:
Coloque um copo de vidro sobre a mesa — pode ser no café da manhã, em um almoço familiar, ou quando você estiver sozinho numa tarde de ócio.
Embace a cabeça e a vista.
Delicadamente, empurre o copo com os dedos — anular e médio — e quando o estômago comprimir e lhe faltar o ar , e só então, finalmente deixe que o copo estoure no chão.
Haverá um som e uma imagem. Não haverá resposta, nem nome, mas uma frase: “Um copo quebrado”.
Um copo quebrado... Já é alguma coisa. Para mim, o mundo.
E pra ficar bem chique ― e caso alguém venha correndo com uma pá — diga “não, não, deixe que eu mesmo varro” e faça questão de varrer, pelo segundo grande prazer de quebrar um copo: ver os caquinhos esbranquiçados caírem como uma fonte, um véu de noiva gigante, cascateando, imagine, da varanda até a rua, e o som de um bilhão de cristais, taças, taças de cristais e a cara das pessoas, tudo. Tudo, tudo, tudo, dentro da lixeira.
Quebrar um copo.
Eficiente, sem baixaria. Um jeito discreto de pirar de vez.
Eficiente, sem baixaria. Um jeito discreto de pirar de vez.
Pessoas difíceis
O que é uma pessoa fácil? Fácil de decodificar deve ser ― fácil de levar pra cama, provavelmente. Talvez sejam fáceis de viver, fáceis de gostar, como essas de voz doce, meio "burrinhas" e muito felizes. Não trazem segredos, nem desafios, mas oferecem braços abertos e uma boca bonita. E não basta?
É uma pena não ser uma pessoa fácil, porque não é fácil ser uma pessoa difícil: Não assistem novela, apreciam a diversão, mas não ficaram loucas pela Lady Gaga e também não jogam bola ― aliás, nada pior para uma pessoa difícil, do que fazer supermercado em tempos de copa, aquele mar de verde e amarelo, patriotismos e emoções mil, e o difícil ali sem entender nada... E de vermelho.
Os difíceis são assim: juram de pés juntos que irão fazer e acontecer no sábado, e acabam dormindo maquiados no sofá da sala, mas são capazes de desafiar os médicos e aparecerem deslumbrantes, depois de ter recusado todos os convites, só pra roubar a cena mais uma vez e não dar paz aos invejosos.
Difícil gostar de um difícil: Primeiro porque estão sempre magros e parecem não envelhecer nunca, segundo por que não são de falar muito, embora, bem verdade, quem gosta, não gosta, ama, como os amigos, seus maiores fãs.
E só mesmo amigo pra aguentar um difícil, porque namoro não existe, afinal, as pessoas percorrem caminhos, até estradas, para chegar a alguém, mas labirintos? Já é pedir demais. E as pessoas difíceis pedem, pedem não, exigem o impossível.
Mas apesar de tudo, a impressão que eu tenho, e pode ser apenas uma intuição errada, é que pessoas difíceis são simples, são até muito fáceis. Precisam apenas de alguém que veja através do rosto, entenda sem fazer muitas perguntas, beije sem pedir licença.
Arrisco dizer que amam muito, são românticas ao extremo, mas talvez prefiram bilhetinhos em guardanapos ao invés de cartões gigantes, cheios de dizeres prontos. E algo me diz que são as mais loucas, mesmo que pareçam calmas ― fazem isso só para tirar o outro do sério, mas choram, sim, escondido ― para manter o que restou da dignidade.
Para encontrar um difícil, talvez seja muito mais fácil do que procurar em um estádio de futebol ou uma rave lotada : Tente um café, ou um nariz.
Tudo isso é suposição, naturalmente, mas de uma coisa eu tenho certeza: os difíceis sofrem muito. Sofrem porque as pessoas acreditam muito facilmente em tudo, basta uma atuação, uns braços cruzados e pronto, é de ferro! Mas é de vidro.
Mais triste que isso, só uma terceira categoria de pessoas. São as pessoas que parecem fáceis, dessas com rosto de criança e mãos pequeninas, mas que quando abrem a boca, a voz sai áspera, ríspida, cheia de idéias, e olhando de perto os ombros são ossudos e largos e o olhar é duro e vivo e questionador. Decepção total pra todo mundo que se encanta de longe.
Posso até escutar o pensamento:
“Que pena, parecia tão fácil... Mas não passa de um horrível e difícil, difícil.”
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Moshemos!
Que é que tem pular
e gritar
Cantar e dançar
que é que tem
meu bem?
Dançar e cantar
algum dia
fez mal a alguém?
Dançar e cantar
é quase amor
Meu bem...
e gritar
Cantar e dançar
que é que tem
meu bem?
Dançar e cantar
algum dia
fez mal a alguém?
Dançar e cantar
é quase amor
Meu bem...
Te liberto
Minha mãe costumava dizer que não devemos aprisionar o belo, usava como exemplo um girassol. Se arrancasse a flor, tirava a possibilidade de que outros admirassem sua beleza e esta por sua vez não sobreviveria longe de seu lugar.
As pessoas são como girassóis não podem ser aprisionados, é difícil abrir mão da beleza, abrir mão de algo que se deseja possuir... Mas por mais complicado que seja desistir da idéia de possessão, de ter a beleza do girassol só pra você.
Finalmente pude entender que estava presa ao que achava que havia aprisionado.
Libertando o belo, não liberto somente ele. Mas eu mesma, minha parte que estava do outro lado da algema.
Por isso que hoje estou libertando o belo
Libertando, para espalhar sua beleza
Libertando, para girar com o sol
Libertando, afinal nunca o possui
Libertando e assim me libertando.
Liberdade, você só encontra por aqui!
Liberdade, você só encontra por aqui!
Mais ou Mas??
Pois então vamos começar nossa aulinha de hoje....
Se a relação for de adversidade, oposição, é “mas”: “Não queria ter te beijado, mas beijei"; “Não queria ter te encontrado, mas encontrei”; “Eu sinto saudade, mas o tempo passa devagar”.
Note que “mas” pode ser substituído por “porém”: “Pensei muito em você esses dias, porém fui comprar pão”.
Se a relação for de intensidade, quantidade, é “mais”: “Hoje quero te beijar mais e mais”; “Precisamos nos encontrar mais vezes”; “Eu preciso te mostrar que isso é mais do que eu queria" .
Se a relação for de adversidade, oposição, é “mas”: “Não queria ter te beijado, mas beijei"; “Não queria ter te encontrado, mas encontrei”; “Eu sinto saudade, mas o tempo passa devagar”.
Note que “mas” pode ser substituído por “porém”: “Pensei muito em você esses dias, porém fui comprar pão”.
Se a relação for de intensidade, quantidade, é “mais”: “Hoje quero te beijar mais e mais”; “Precisamos nos encontrar mais vezes”; “Eu preciso te mostrar que isso é mais do que eu queria" .
H2O em Excesso
Eu tenho raiva da chuva quando não estou com o meu bem. Tenho raiva dessa chuva sem graça, que insiste em deixar as coisas meio molhadas.
Odeio ver que ela se aproxima, quando eu não quero recebê-la,assim sem ao menos pedir licença me pega de jeito e me faz ficar doente.
Cadê meu bem nessas horas?
E triste passar a chuva sem ele, ver o romantismo de um casal abaixo de um minúsculo guarda chuva, se apertando, se abraçando, se protegendo da triste chuva que não tem um guarda chuva e nem um bem amado para agasalhá-la.
Deve ser por isso que ela se vinga de mim ao cair sem avisar, mas que culpa eu tenho se o seu bem também não vem? Sairemos juntas a procura deles? Ou ficaremos aqui brigando de mortal para imortal?
Ah chuva se você resolver cair amanhã, caia na rua em frente a casa dele para eu ter uma desculpa de entrar e tomar um chá no sofá da sala, aconchegada ao colo quente do meu bem.
Sinto muito por você chuva, mas ser mortal pra mim não é nada pessoal, porém me deixa pertinho dele, mesmo que você chuva caia hoje, amanhã ou depois de amanhã.
![]() |
Rascunho muito curto e desorganizado sobre o passado
Todo mundo traz dentro de si um pouco das idéias dos pais, das manias, boas e ruins.
Eu aprendi a não olhar muito para o passado, e não olho, mas penso; e de vez em quando escorrego.
"O passado já passou, já foi, olhe para frente!" E com essa frase fecham-se os álbuns, trocam-se os CDs antigos — sempre por novidades modernas.
Hoje entendi o porquê desse medo todo de olhar para trás: Dói, só isso. Mas não é dor de saudades, não estou falando dessas humanidades, lógico que estou, mas estou falando de outras.
Veja: Não me machuco de saudades, me machuco de inocência, isso sim. Observar nos olhos de todos nós o quanto não sabíamos de nada, voltar páginas, anos, 2005, 2003, 1998, 1985, e ver ali, estampado na cara: Não sabíamos.
Não sabíamos que ela, quem diria, iria envelhecer tanto de tão feia, ou que fulano iria morrer um pouquinho depois, um pouquinho antes, de realizar aquele sonho besta, bobo, feliz, de escutar música no carro. Não sabíamos que não adiantaria fazer tanto regime: O amor nunca iria notar. Não sabíamos que era bobagem sofrer tanto, todo mundo passaria em matemática. Ai , que não sabíamos que era nossa última chance de fugir de casa...
Não entendo essa mania de registrar o rosto a todo o momento, que é sempre momento de não saber, que é sempre registro de uma inocência condenada.
Vou voltar ao normal, já vou.
Pronto, voltei.
Acabei com isso de uma vez. Olhei agora para o espelho, olhei firme, e disse "VOCÊ NÃO SABE", e foi tanta verdade, tanta aspereza, que minha voz falhou, e chorei, mas só um pouquinho — mas bem e com gosto.
Agora eu sei que eu não sei. E passou.
E posso olhar para frente, porque sei, não sei, e não serei vítima coisíssima nenhuma.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
É Bonito
Guardar os palavrões - só pelo prazer do impacto.
Presentear amigos com algo simples, um cd gravado, um cartão. É tão bom, e tão raro, uma lembrança fora de data.
Ter algo a dizer. As pessoas falam muito em saber escutar, mas não existe nada mais cruel do que desabafar e não escutar nem um eco da própria voz.
Adquirir a liberdade do "não." Se as pessoas que estão à sua volta não admitem opiniões diferentes, repense suas amizades.
Evitar fofocas evitáveis. Um travesti ou uma perna cheia de varizes pretas na fila do banco, que tal não fazer dessas coisas um grande acontecimento na sua vida ? É tão chique.
Por último....
Há algum tempo, me perguntaram por aqui se "meninos poderiam receber flores". Acho que tanto podem, como muitos ficam muito felizes com a gentileza - mas evite girassóis em lugares públicos.
Assinar:
Comentários (Atom)



























